Ação civil é desdobramento da Operação Pérfidus e pede afastamento dos servidores e bloqueio de bens.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou uma ação de improbidade administrativa contra o delegado Braz Morroni de Paiva Júnior e os agentes da Polícia Civil Everton Rychelyson da Silva Aires e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, investigados no âmbito da Operação Pérfidus.
A ação busca responsabilizar os três também na esfera cível e inclui pedidos de afastamento das funções públicas e de bloqueio de bens. Segundo o Ministério Público, a medida pretende assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos.
Os três servidores atuavam na Delegacia de Crimes contra o Patrimônio e estão presos preventivamente no curso das investigações. Conforme a acusação apresentada pelo MPPB, eles teriam utilizado a condição de agentes públicos para facilitar a apropriação de entorpecentes apreendidos ou pertencentes a terceiros.
As suspeitas apontam ainda para o uso de falsas operações policiais e posterior comercialização das drogas, com obtenção de vantagens econômicas. As alegações fazem parte das investigações e deverão ser analisadas pela Justiça.
A nova ação representa um desdobramento na esfera cível das investigações conduzidas pelo Gaeco e pela Draco. O processo também inclui pedidos relacionados à responsabilização dos envolvidos e à recomposição de eventual prejuízo causado ao patrimônio público.







