Ferrovia Campina Grande–Cabedelo está entre sete trechos selecionados pelo Ministério dos Transportes para futuros projetos de reativação.
A ligação ferroviária entre Campina Grande e Cabedelo entrou na carteira do Ministério dos Transportes para futuros chamamentos públicos destinados à retomada de trechos ferroviários atualmente ociosos ou subutilizados. O corredor paraibano aparece entre sete projetos de shortlines apresentados pelo Governo Federal na B3, em São Paulo, dentro de um novo modelo para tentar devolver operação comercial a partes da malha que perderam utilização ao longo dos anos.
A inclusão coloca a ferrovia paraibana em uma etapa de prospecção e estruturação. Não há, neste momento, contrato de recuperação da linha, definição de operador, cronograma de obras nem data anunciada para retomada do serviço entre as duas cidades. O chamamento público será utilizado justamente para identificar empresas interessadas em explorar os trechos e avaliar a viabilidade de cada operação.
As chamadas shortlines são ferrovias de menor extensão que podem ser usadas para transporte de cargas ou passageiros e funcionar conectadas a linhas maiores da rede nacional. Além de Campina Grande–Cabedelo, a carteira apresentada pelo Ministério inclui trechos em Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Distrito Federal e Rio Grande do Sul.
Pelo modelo apresentado pelo Governo Federal, a empresa escolhida em um futuro procedimento terá até dois anos para elaborar um Plano de Requalificação da Malha. A recuperação poderá envolver recursos privados ou uma combinação com aportes públicos, dependendo da estrutura definida para cada projeto. Os contratos de autorização previstos no modelo podem chegar a 99 anos.
A carteira nacional alcança aproximadamente 10 mil quilômetros de ferrovias subutilizadas, desativadas ou em processo de devolução. O modelo foi apresentado depois da validação, pelo Tribunal de Contas da União, da estrutura utilizada como referência para o Corredor Minas–Rio.
Para a Paraíba, a movimentação recoloca no planejamento federal um corredor que conecta Campina Grande ao litoral e à região portuária de Cabedelo. O avanço, porém, dependerá das próximas etapas de estruturação do projeto, da manifestação de interessados e das condições técnicas e econômicas exigidas para a recuperação efetiva da ferrovia.







