Decisão recebe acusações apresentadas pelo Ministério Público sobre organização criminosa, tráfico e lavagem de dinheiro; recebimento da denúncia não representa condenação.
A Justiça da Paraíba aceitou denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba e tornou oito investigados réus na Operação Perfidus, que apura suspeitas de atuação de policiais civis e outras pessoas em uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas. Entre os denunciados estão o delegado Braz Morroni e os agentes Everton Aires e Eduardo Jorge.
Com o recebimento da denúncia, tem início formal a ação penal. Segundo o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), os acusados são suspeitos de integrar uma organização criminosa armada que teria se apropriado de carregamentos de drogas de grupos rivais para posteriormente recolocar os entorpecentes no comércio ilegal. O Ministério Público também apresentou acusações relacionadas à lavagem de dinheiro.
Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que a acusação apresentou elementos suficientes para o processo prosseguir, com descrição das circunstâncias dos crimes e da participação atribuída a cada denunciado. Esse juízo é próprio da fase de recebimento da denúncia e não significa que as acusações tenham sido definitivamente comprovadas.
A decisão manteve sete réus em prisão preventiva: Braz Morroni, Everton Aires, Eduardo Jorge, José Alexandrino de Lira Júnior, João Wicttor Alves de Lima, Brendo Roberth Fernandes Sobral e Paulo Ricardo Barbosa de Souza. Vanessa Dantas Fernandes permanece em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.
A defesa de Eduardo Jorge informou ao Jornal da Paraíba que ainda questiona o acesso integral aos elementos utilizados nas medidas cautelares. As defesas de Braz Morroni e Everton Aires não haviam respondido à publicação até a última atualização; os demais defensores não foram localizados pelo veículo. Todos os réus terão direito ao contraditório e à ampla defesa ao longo da ação penal.







