Estado recebeu 53,9 mil visitantes a mais que no mesmo período de 2025; média observada nas reservas caiu de 3,54 para 3,46 dias.
A Paraíba recebeu 976.343 turistas entre janeiro e julho de 2026, um crescimento de 5,9% em relação aos 922.365 registrados no mesmo período do ano passado. O avanço no número de visitantes, porém, veio acompanhado de uma pequena redução no tempo médio de permanência registrado nas reservas de hospedagem analisadas: de 3,54 para 3,46 dias.
Em números absolutos, foram aproximadamente 54 mil visitantes a mais nos primeiros sete meses deste ano. Janeiro teve o maior fluxo, com 190.477 turistas, apresentado no boletim como recorde histórico para o mês.
A taxa média de ocupação hoteleira entre janeiro e julho ficou em 74,74%. Considerando apenas julho, a ocupação foi de 73%. Os dados apontam ainda que a Paraíba possui 424 meios de hospedagem cadastrados, 7.598 unidades habitacionais regularizadas e 30.006 leitos.
A redução da permanência foi de apenas 0,08 dia, mas acrescenta um desafio à expansão do turismo: não apenas aumentar o número de pessoas que chegam ao estado, mas ampliar o período em que elas permanecem hospedadas e consomem serviços locais.
Há uma diferença importante na interpretação desse indicador. A média de 3,46 dias utilizada no boletim tem como referência dados de reservas em plataforma de hospedagem e não representa necessariamente todo o período em que cada visitante fica no estado.
Outra pesquisa, realizada no início do ano com 660 turistas, encontrou permanência média de aproximadamente nove dias. Uma das explicações para a diferença é que 21,43% dos entrevistados disseram estar hospedados na casa de familiares ou amigos, situação que não aparece nas reservas de hotéis e plataformas pagas.
Esse levantamento também mostrou gasto médio de R$ 219,71 por turista por dia, crescimento de 18,53% em relação ao ano anterior. Alimentação representou 50,09% das despesas declaradas, seguida por hospedagem, com 23,97%; lazer, 13,06%; compras, 6,08%; transporte por aplicativo, 3,22%; e aluguel de veículos, 2,33%.
O lazer continua como principal motivo da viagem, citado por 69,6% dos entrevistados. As praias foram apontadas como atrativo por 82,1%. Ao mesmo tempo, entre os pontos de insatisfação apareceram trânsito desorganizado, preços em bares e restaurantes e dificuldade para estacionar.
Apesar dessas críticas, 96,2% disseram pretender retornar à Paraíba e 97,42% afirmaram que recomendariam o destino. O conjunto dos indicadores mostra crescimento da demanda, ao mesmo tempo em que expõe espaço para ampliar o tempo de permanência e o consumo turístico no estado.









