Representantes da Phytosalis apresentaram estudos preliminares para uma operação farmoquímica no município; proposta ainda está em análise e não há cronograma, investimento ou parceria formal anunciados.
A Prefeitura de Campina Grande iniciou discussões para avaliar a viabilidade de uma cadeia local de produção de medicamentos à base de cannabis medicinal. Representantes da Phytosalis apresentaram nesta sexta-feira (14) estudos preliminares para instalação, no município, de uma empresa farmoquímica voltada à produção de fitofármacos. A iniciativa, porém, ainda está na fase de estudos e não foi anunciada como projeto contratado ou autorizado para implantação.
A apresentação ocorreu durante reunião com o secretário-chefe de Gabinete, Waldeny Santana. De acordo com a Prefeitura, foram discutidas possibilidades para estruturar em Campina Grande diferentes etapas da cadeia produtiva, além de custos e possíveis efeitos sobre o acesso aos tratamentos. A publicação oficial não informa valor estimado do investimento, modelo de financiamento, área destinada à eventual operação ou prazo para uma decisão.
O projeto apresentado pela Phytosalis prevê atividades que vão do chamado cultivo inteligente ao processo de extração, caracterização científica e desenvolvimento de fitofármacos. Os representantes da empresa também apresentaram levantamentos segundo os quais as condições climáticas da região seriam favoráveis ao cultivo necessário à cadeia produtiva. Esses dados integram os estudos apresentados pela empresa e ainda fazem parte da avaliação de viabilidade.
A discussão tem relação direta com a demanda existente na rede local. Segundo a gestão municipal, pacientes de Campina Grande já utilizam medicamentos à base de cannabis em tratamentos para condições como epilepsia, dores crônicas e espasmos. A avaliação da Prefeitura é de que uma produção mais próxima poderia reduzir custos e facilitar o acesso, caso o modelo seja efetivamente considerado viável.
O estágio atual, portanto, é de estudo e articulação. A Prefeitura informou que continuará acompanhando as análises do projeto, mas a publicação desta sexta-feira não registra assinatura de convênio, autorização de implantação, definição de recursos públicos ou início da produção.










