Reportagem especial relembra a época sangrenta dos confrontos entre gangues e detalha como a união entre a polícia e as gestões de Romero e Bruno ajudou a pacificar as ruas da cidade
Quem viveu em Campina Grande há pouco mais de dez anos certamente se lembra do clima de pavor que tomava conta de vários bairros da cidade. Naquela época, a Rainha da Borborema enfrentava índices alarmantes de homicídios e estampava com frequência o noticiário policial com tiroteios provocados por guerras territoriais entre gangues rivais e traficantes de drogas.
Bairros populosos como o Jeremias e o Araxá viviam em constante pé de guerra, com relatos de toques de recolher que impediam os próprios moradores de transitar livremente após o entardecer. O mesmo terror era sentido pelas famílias do Pedregal, da Ramadinha, do Mutirão do Serrotão, da Cachoeira e do Monte Castelo, onde a disputa violenta por pontos de venda de drogas provocava mortes diárias de jovens e deixava as comunidades isoladas pelo medo, fazendo com que a cidade registrasse mais de 150 assassinatos por ano.
A virada de chave nessa história começou a ser construída quando o poder público entendeu que combater a violência não dependia apenas do trabalho ostensivo e repressivo das polícias Civil e Militar, mas sim de uma intervenção municipal pesada e contínua dentro dos bairros. Foi a partir da gestão do ex-prefeito Romero Rodrigues (2013-2020) e aprofundada na atual gestão do prefeito Bruno Cunha Lima (2021-2026) que a Prefeitura de Campina Grande assumiu um papel direto de colaboração estratégica com a segurança pública.
Uma das primeiras grandes medidas foi o investimento maciço na iluminação pública. A troca gradual das antigas lâmpadas amarelas por luminárias de LED de alta potência em praticamente toda a cidade acabou com becos escuros, esquinas abandonadas e praças desertas que serviam de esconderijo para criminosos no Pedregal, no Araxá, nas Malvinas e no Bodocongó. Com ruas mais claras e iluminadas, as famílias voltaram a sentar nas calçadas e a polícia ganhou visibilidade para patrulhar.
Outro passo decisivo foi a estruturação, valorização e expansão da Guarda Civil Municipal de Campina Grande. A corporação, que recebeu novos concursos públicos para dobrar o efetivo, viaturas modernas, armamento adequado e motopatrulhamento, passou a atuar ativamente na proteção de praças, feiras livres, terminais de ônibus e parques municipais, trabalhando lado a lado com a Polícia Militar para inibir pequenos delitos e roubos antes que eles se transformassem em crimes maiores.
Ao mesmo tempo, o município apostou forte no urbanismo social e no cercamento digital. A instalação de câmeras inteligentes pela STTP e a criação de grandes áreas de lazer, como a reforma e ampliação de praças esportivas, as Areninhas nos bairros e a revitalização histórica do Parque Evaldo Cruz integrado ao Parque do Povo, devolveram a cidade à população. Esse modelo de integração preventiva atingiu o ápice no Maior São João do Mundo, que se tornou referência nacional com o uso pioneiro de reconhecimento facial e zero ocorrências graves durante os 30 dias de festa.
O resultado desse esforço conjunto entre as forças policiais do Estado e as ações urbanísticas da Prefeitura aparece de forma clara nos dados oficiais: Campina Grande conseguiu despencar seus índices de assassinatos (CVLI) e roubos, saiu definitivamente das listas de cidades violentas e alcançou em 2026 a liderança nos rankings nacionais como a cidade com melhor qualidade de vida e maior tranquilidade para se viver e investir no interior do Nordeste.








