Pedidos de apoio federal foram rejeitados pelo TRE-PB; Choque, Rotam e Cavalaria deverão atuar nos municípios considerados mais sensíveis.
Bayeux, Itabaiana e Piancó deverão receber reforço policial a partir de 15 dias antes do primeiro turno das eleições. A medida faz parte do planejamento de segurança discutido entre o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba e as forças policiais do estado.
Segundo o comandante da Polícia Militar, coronel Romildo, aproximadamente 6,2 mil policiais serão mobilizados em toda a Paraíba. O efetivo deverá atuar na escolta e na guarda das urnas eletrônicas, na segurança dos locais de votação, na proteção de magistrados e na preservação da ordem pública.
Nos três municípios que receberão reforço antecipado, a previsão é de participação de equipes do Batalhão de Choque, da Rotam e da Cavalaria. Esses policiais deverão trabalhar em conjunto com os comandos territoriais e participar de ações ostensivas antes da votação.
A atenção especial ocorre depois de juízes eleitorais solicitarem tropas federais para Bayeux, Itabaiana e Piancó. Os pedidos foram rejeitados pelo TRE-PB. Em Bayeux e Itabaiana, as preocupações apresentadas estavam relacionadas à presença de facções criminosas. Em Piancó, a justificativa envolvia o ambiente de polarização política.
O governador e candidato à reeleição Lucas Ribeiro manifestou-se contra o envio das tropas federais, sob o argumento de que as forças estaduais têm condições de assegurar a normalidade das eleições. O corregedor do TRE-PB, desembargador João Benedito da Silva, também considerou suficiente a estrutura estadual.
A decisão, contudo, deverá ser acompanhada pela capacidade real de mobilização. O número global de 6,2 mil policiais não esclarece quantos serão destinados a cada município, quais unidades ficarão responsáveis por ocorrências eleitorais ou qual será o plano de contingência diante de ameaças, violência política ou tentativa de interferência criminosa no pleito.
O planejamento inclui ações contra crimes eleitorais, especialmente compra de votos. Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Federal participaram das discussões. Drones e recursos de inteligência deverão ser empregados para auxiliar na identificação de possíveis irregularidades.
A presença de aparato policial não transforma toda denúncia em crime comprovado. Compra de votos, coação de eleitores e outras práticas precisam ser formalmente registradas, investigadas e submetidas às autoridades competentes. O TRE-PB ainda deverá apresentar detalhes complementares do plano.










