Superintendente regional afirma que corporação mantém ações de inteligência para identificar tentativas de grupos criminosos de influenciar o processo eleitoral.
A possibilidade de infiltração de organizações criminosas no processo eleitoral está entre as preocupações da Polícia Federal na Paraíba para as Eleições 2026. O alerta foi feito pelo superintendente regional da corporação no estado, Carlos Henrique Oliveira de Sousa, durante as discussões sobre o esquema de segurança preparado para o pleito.
Segundo o superintendente, a PF mantém ações de inteligência voltadas à identificação de eventuais tentativas de grupos criminosos de interferir nas eleições ou ocupar espaços dentro do poder público. A declaração trata de risco e atividade preventiva de inteligência e não aponta, por si só, candidatura ou agente político específico como integrante de organização criminosa.
Carlos Henrique também informou que ferramentas digitais e recursos de inteligência artificial vêm sendo utilizados como apoio ao trabalho policial. O uso dessas tecnologias foi apresentado como parte das ferramentas de investigação e inteligência empregadas pela corporação diante de novas formas de atuação criminosa.
A Polícia Federal mantém ainda mecanismos específicos de acompanhamento de crimes eleitorais. Em julho, a instituição informou que seu Painel BI Eleições continuaria disponível em 2026, permitindo consulta pública a dados como quantidade de inquéritos instaurados, pessoas conduzidas e ocorrências de flagrante relacionadas ao pleito.
O alerta ocorre em um contexto de operações recentes contra organizações criminosas no estado. Em agosto, por exemplo, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Paraíba e o Gaeco realizaram uma operação sobre um suposto esquema de comércio ilegal de combustíveis atribuído a integrantes de grupo criminoso. Em outra ação, a PF cumpriu mandados em João Pessoa, Cabedelo e no Rio Grande do Norte contra uma organização investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Esses procedimentos são investigações independentes e não significam, por si, ligação com candidaturas das Eleições 2026.
A atuação da Polícia Federal no período eleitoral inclui a investigação de crimes eleitorais e o trabalho integrado com a Justiça Eleitoral e outras forças de segurança. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, e um eventual segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.
A preocupação manifestada pelo superintendente é, portanto, preventiva: identificar e investigar possíveis tentativas de interferência criminosa antes que elas comprometam a regularidade do processo eleitoral.










