Cabo Gilberto lidera arrecadação entre deputados federais da Paraíba que tentam reeleição

Levantamento com dados declarados à Justiça Eleitoral mostra Cabo Gilberto na liderança e Aguinaldo Ribeiro com o menor valor recebido até 3 de setembro.

O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL) aparece com a maior arrecadação entre os 12 parlamentares da bancada paraibana que disputam a reeleição em 2026. Até esta quinta-feira (3), a campanha havia declarado R$ 2,609 milhões em receitas à Justiça Eleitoral. Na outra ponta do levantamento, Aguinaldo Ribeiro (PP) registrava R$ 300 mil. Os dados representam um retrato parcial da movimentação financeira das campanhas e podem ser atualizados ao longo do processo eleitoral.

O levantamento foi feito a partir das informações disponibilizadas no sistema de prestação de contas eleitoral. Os 12 deputados federais paraibanos que buscam novo mandato já haviam registrado alguma movimentação até a data analisada. Nas Eleições 2026, a Paraíba continuará elegendo 12 representantes para a Câmara dos Deputados.

Cabo Gilberto declarou R$ 2,609 milhões recebidos. O principal repasse identificado foi de R$ 2,5 milhões da direção nacional do PL, além de doações próprias e contribuições de pessoas físicas. Até aquele momento, a campanha havia lançado R$ 73 mil em despesas, concentradas em impulsionamento de conteúdo nas redes sociais.

Em seguida aparece Damião Feliciano (União Brasil), com R$ 2,005 milhões em receitas — R$ 2 milhões provenientes da direção nacional do partido e R$ 5 mil em recursos próprios. Nenhuma despesa havia sido lançada na prestação consultada.

Luiz Couto (PT) registrava R$ 1,8 milhão, repassado pela direção nacional da legenda. As despesas declaradas eram de R$ 2.635, relacionadas a material de expediente. Mersinho Lucena (PSD) aparecia com R$ 1,605 milhão recebido e R$ 51.499,99 em despesas, principalmente com material gráfico e locação de veículos.

Wellington Roberto (PSD) havia recebido R$ 1,6 milhão da direção nacional do partido e declarado R$ 151 mil em gastos, principalmente com material gráfico e serviços contábeis. Wilson Santiago (Republicanos) tinha R$ 1,57 milhão em receitas e R$ 24.920 em despesas. Desse último valor, R$ 20 mil constavam como doação para a campanha de Wilson Filho a deputado estadual e R$ 4.920 como gasto com impressão em camisas da equipe.

Hugo Motta (Republicanos) declarou R$ 1,567 milhão em receitas, provenientes dos diretórios nacional e estadual do partido, e R$ 50 mil em gastos com impulsionamento de conteúdo. Gervásio Maia (PCdoB) registrava R$ 1,33 milhão recebido e despesas de R$ 153.050, incluindo materiais gráficos, locação de veículos e divulgação nas redes.

Entre os parlamentares do Podemos, Romero Rodrigues havia declarado R$ 1,199 milhão, sem despesas registradas até o momento da consulta. Ruy Carneiro contabilizava R$ 1,198 milhão em receitas e R$ 156.848,99 em despesas, incluindo serviços advocatícios, impulsionamento, material gráfico e passagens destinadas a atividades de campanha.

Murilo Galdino (Republicanos) aparecia com R$ 1,07 milhão recebido, dividido entre os diretórios nacional e estadual do partido, ainda sem despesas lançadas. Já Aguinaldo Ribeiro (PP) tinha R$ 300 mil em receitas, provenientes da direção nacional da legenda, e R$ 178.080 em despesas com materiais gráficos, publicidade em carro de som, imóvel utilizado como comitê e serviços contratados.

Assim, no retrato disponível em 3 de setembro, os valores declarados eram:

Cabo Gilberto: R$ 2,609 milhões; Damião Feliciano: R$ 2,005 milhões; Luiz Couto: R$ 1,8 milhão; Mersinho Lucena: R$ 1,605 milhão; Wellington Roberto: R$ 1,6 milhão; Wilson Santiago: R$ 1,57 milhão; Hugo Motta: R$ 1,567 milhão; Gervásio Maia: R$ 1,33 milhão; Romero Rodrigues: R$ 1,199 milhão; Ruy Carneiro: R$ 1,198 milhão; Murilo Galdino: R$ 1,07 milhão; e Aguinaldo Ribeiro: R$ 300 mil.

O limite de gastos estabelecido para uma candidatura a deputado federal na Paraíba é de R$ 3.176.572,53. O TSE publicou os limites das campanhas de 2026 por meio da Portaria nº 449/2026 e manteve, para este pleito, os valores adotados nas eleições gerais de 2022.

Os números divulgados nesta fase não correspondem às contas finais das candidaturas. Pelo calendário eleitoral, a prestação parcial deve ser encaminhada à Justiça Eleitoral entre 9 e 13 de setembro, abrangendo a movimentação registrada desde o início da campanha até 8 de setembro. Os dados parciais serão divulgados pela Justiça Eleitoral em 15 de setembro.

  • Redação Eixo PB

    A Redação Eixo PB produz notícias sobre política, cidades, economia, cultura, serviços e acontecimentos de interesse público na Paraíba, com atenção especial a Campina Grande e João Pessoa.

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