Presidente estadual do PSD citou supostas trocas de gestores escolares e voltou a mencionar denúncia sobre a merenda de uma escola em Imaculada
O presidente estadual do PSD na Paraíba, Pedro Cunha Lima, acusou o Governo do Estado de utilizar a estrutura da Educação com objetivos eleitorais. A declaração foi dada nesta sexta-feira (24), durante entrevista à Rádio Caturité FM.
Pedro afirmou que decisões administrativas estariam sendo tomadas com base em interesses políticos e mencionou mudanças nas equipes gestoras de escolas estaduais. No conteúdo repercutido pelo Paraíba Online, entretanto, não foram apresentados os nomes dos gestores, das unidades de ensino envolvidas ou documentos que demonstrem a motivação eleitoral alegada.
A declaração deve ser tratada como uma acusação política feita pelo dirigente partidário, e não como irregularidade comprovada. A eventual substituição de um gestor escolar, isoladamente, não demonstra finalidade eleitoral, sendo necessário verificar os atos administrativos, as justificativas oficiais e as circunstâncias de cada caso.
Pedro também voltou a mencionar a situação da Escola Estadual Maria José de Souza, no município de Imaculada. Ele afirmou ter visitado a unidade após a divulgação de uma denúncia sobre a suposta presença de larvas na merenda servida aos estudantes.
Segundo o relato publicado, o presidente do PSD conversou com alunos e integrantes da gestão escolar e continuou acompanhando o caso durante a semana. O material consultado, porém, não apresenta laudo sanitário, relatório de fiscalização ou conclusão administrativa que confirme a origem e a extensão do problema.
A Secretaria de Estado da Educação e o Governo da Paraíba precisam ser ouvidos sobre as duas questões. O contraponto deverá esclarecer se ocorreram mudanças recentes nas direções escolares, quais critérios foram utilizados e quais providências foram tomadas diante da denúncia envolvendo a alimentação escolar em Imaculada.
A matéria também deverá ser atualizada caso Pedro Cunha Lima apresente documentos, nomes de escolas, atos de substituição ou denúncias formalizadas em órgãos de controle. Sem esses elementos, as afirmações permanecem no campo da acusação política.
